
Ando sempre pela mesma rua,
Vejo as mesmas placas
E leio os mesmos letreiros.
Vago como um indigente,
Um abandonado pelo mundo,
Um depravado qualquer.
Destino não tenho,
Nem a quem recorrer.
Corro...caio...levanto...escorrego...
Caio de novo
E não sei se quero levantar.
Nessa tarde sem sol,
A garoa fina invadiu minha janela.
Se eu pular do décimo andar???
Ninguém vai notar.
Vão olhar um corpo caiando,
Vão se impressionar,
Olhar
E partir como se nada tivesse acontecido.
E se eu não pular?
Nada vai mudar.
Melhor ficar calado
E continuar andando.
Parar olhando o mar,
(num dia de chuva, sem sol)
Olhar para trás,
Olhar pro mar...
E morrer afogado em mágoas.
Morrer,
Morrer
E não precisar nunca mais me ver.
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