quinta-feira, 28 de outubro de 2010

ASSASSÍNIO


Te conhecer assim,
Com você olhando pra mim...
Numa tarde de sexta-feira.
Depois de nos apresentar,
Uma conversa qualquer no bar...
Numa noite de sexta-feira.
Dentro da madrugada,
Acaba a poesia,
Acabam descobertas e
Acaba o romantismo.
Ele pega uma faca
E a perfura mais de cem vezes.
Sai do quarto do motel
Com as mãos sujas de sangue.
Um tapete vermelho vai se fazendo.
Seu olhar está parado,
Seu pescoço está parado,
Sua respiração está falha.
Não quer perdão,
Não quer esquecer o que fez.
Quer andar...
Parar no meio da rua
E sentar.
Quer sofrer,
Pra não mais precisar viver.
Mas o carro não o atropela,
A moto desvia, o caminhão buzina.
Quer morrer,
Mas ninguém consegue ver.
Precisa matar,
E ninguém vai conseguir evitar.
Até a próxima.

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